sábado, 27 de agosto de 2011

Extinção da voz passiva sintética

              Hoje, gostaria de militar a extinção da "voz passiva sintética", que, na minha humilde opinião, não passa de aberração gramatical. Utilizando exemplo bem conhecido, manifesto o entendimento de que a forma "vende-se casas" deveria ser a correta, pois estaria de acordo com o que já se preconiza para verbos transitivos indiretos e intransitivos, bem como com a regra de que o verbo deve concordar com o sujeito, não com o objeto. Embora a oração "casas são vendidas" (voz passiva analítica) expresse a mesma informação, é evidentemente frase diversa da anterior. Assim, a partícula "se" seria sempre índice de indeterminação do sujeito: Além de mais simples, porque se aplicaria a todas as formas verbais, é mais lógico. Parece-me claro que a frase "vende(m)-se casas" indica que alguém (sujeito indeterminado) vende casas (objeto direto), análise rigorosamente igual à praticada para os verbos transitivos indiretos e para os intransitivos ( Ex.: precisa-se de empregados -> alguém precisa de empregados // Nada-se bem -> alguém nada bem); Além do mais, eliminar-se-ia uma das muitas exceções de nossa língua. Se esta correlação entre a voz passiva analítica e a sintética existe para o verbo transitivo direto (v.t.d.) deveria valer também para os verbos intransitivos (v.i) e para os transitivos indiretos (v.t.i). Por convenção, não há nada de errado em sustentar a forma oficial (aceita hoje), exceto pelo fato de ser mais rebuscada, desnecessariamente complicada e menos lógica.

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